• Vicky

Vamos todos nos unir!

Bengala, chapéu coco, roupas meio velhas, um bigode e um silêncio tão retumbante que avassala, certamente se catalogássemos 10 imagens que marcaram a cultura e que estão presentes no imaginário da maioria da população mundial, Charles Chaplin e seu adorável vagabundo estariam presentes nesta lista.


Nascido há exatos 130 anos em Londres, Charles Spencer Chaplin foi ator, diretor, produtor, escritor, comediante, dançarino sendo sem dúvida o maior nome do cinema mudo nos embriões da sétima arte. Sua carreira durou mais de sete décadas, tendo iniciado quando ainda criança fazia algumas apresentações nos teatros da sua terra natal e durando quase até a sua morte, ocorrida na França no dia de natal em 1977. Os pais de Charles eram artistas, se apresentando nos palcos da Londres da Era Vitoriana, porém a infância dele não foi fácil, sua mãe com problemas na laringe teve sua carreira de cantora encurtada, e acabou internada por problemas mentais. O pai alcoólatra tinha pouco contato com o seu filho e morreu quando este estava com apenas 12 anos devido a cirrose hepática.


Em 1914, já nos Estados Unidos, nos estúdios Keystone nascia o mais conhecido e adorável Vagabundo de todos os tempos. Um pobretão de maneiras refinadas, vestindo paletó apertado, calças e sapatos velhos, um chapéu-coco e carregando uma charmosa bengala de bambu. No início as aparições do Vagabundo estavam focadas nas comédias pastelão, com gestos exagerados e um tom até certo ponto considerado apelativo, porém depois o seu foco mudou para comédias românticas e ambientes familiares. Durante o seu primeiro ano Chaplin atuou em 34 curta-metragens. Apenas 5 anos depois da sua estreia no cinema Charles co-fundou sua própria distribuidora cinematográfica, a United Artists junto com junto com Mary Pickford, Douglas Fairbanks e D. W. Griffith, todos artistas tentando se salvaguardar dos abusos, poder e dos financiadores cada vez mais presentes na crescente indústria em desenvolvimento na então pueril Hollywood. Ele trabalhou na administração da United Artists até 1950, nela todos os filmes produzidos, estrelados e dirigidos por Chaplin foram longa-metragens.

aparições do Vagabundo estavam focadas nas comédias pastelão, com gestos

Chaplin resistiu bravamente ao avanço dos filmes falados que haviam por se tornar o padrão e a fascinar as plateias desde a sua introdução em 1927, mas durante o seu avanço foi quando ele produziu dois dos grandes trabalhos de sua carreira: Luzes da Cidade (1931) e Tempos Modernos (1936), que apesar de serem mudos, possuíam musicas sincronizadas às ações e efeitos sonoros.


Em Tempos Modernos pela primeira vez a voz de Chaplin pôde ser ouvida, em um trecho do tema instrumental composto por ele para o filme: Smile, uma música que acabou por se tornar um clássico sendo regravada por diversos artistas, tendo inclusive voltado às luzes no início deste mês por embalar o primeiro trailer do novo filme do Coringa, arquirrival do Batman, estrelado por Joaquim Phoenix e com estreia prevista para outubro deste ano.



O Grande Ditador, 1940.

Em 1940 finalmente Chaplin sucumbe ao cinema falado com o Grande Ditador, e com isso em definitivo a sua vida nunca mais seria a mesma. Considerado um verdadeiro ato de rebeldia e crítica política, lançado apenas um ano antes dos Estados Unidos abandonar a postura neutra e ingressar na Segunda Guerra Mundial, o filme é direto a escolher os seus dois alvos principais: Adolf Hitler e Benito Mussolini. O tradicional Vagabundo de Chaplin vira um cadete na Primeira Guerra Mundial da fictícia Tomânia, em ação ele tenta salvar um soldado chamado Schultz, e durante um acidente sofrido pelos dois, o personagem de Chaplin acaba por perder a memória e passa 20 anos no hospital, período no qual o seu país acaba por ver ascender ao governo o ditador Adenoid Hynkel (também interpretado por Chaplin), o ditador com ajuda dos seus ministros e da sua máquina de guerra passa por uma política autoritária e impopular que acaba por incluir a perseguição aos judeus. Curado, mas com amnésia, o personagem de Chaplin, judeu, barbeiro, retorna ao gueto onde o seu povo vive agora, e ignorando sua gritante semelhança com o ditador da Tomânia.

Adenoid Hynkel.

O destino de Schultz e do barbeiro se cruzam de novo, quando em uma invasão ao Gueto, Schultz o reconhece e ordena que as tropas o deixem em paz.

Schultz apesar de ser agora um general do ditador Hynkel, não concorda com a invasão ao gueto e os outros planos que o ditador vem tramando e acaba sendo mandado para um campo de concentração, porém ao saber da sua ordem de prisão foge para o gueto e começa a planejar com os outros moradores como derrubar o governo, mas acaba preso com o seu amigo barbeiro.

O barbeiro.

Em uma sequência digna da Comédia de Erros escrita por William Shakespeare tantos anos antes, Schultz e o barbeiro escapam do campo de concentração usando uniforme de soldados e os guardas acabam por confundir o barbeiro com o ditador Hynkel, que ao mesmo tempo é preso pelos seus próprios soldados que acreditam que ele seja o barbeiro em fuga do campo. O barbeiro enfim, é levado a capital da Tomânia, onde acaba por ser levado a fazer um triunfante discurso de vitória.

E é justamente sobre este discurso que na essência este texto fala, mas antes de entrarmos em seu detalhe fechemos o modo como O Grande Ditador acabou por ajudar a selar o destino de Charles Chaplin. Com 5 indicações ao Oscar no ano seguinte ao seu lançamento, – incluindo melhor filme e também melhor ator para Chaplin – o filme rendeu mais de 5 milhões de dólares internacionalmente, porém acabou por ser censurado em diversos países latino-americanos, incluindo o Brasil da Era Vargas, onde havia certa simpatia com o governo nazista e fascista da Alemanha e Itália. O discurso final (que trataremos em breve) acabou por acusar Chaplin de comunista segundo alegações do todo poderoso fundador do FBI, J. Edgard Hoover em 1953, e devido a este fato Chaplin se estabeleceu na Suíça, onde viveu até a sua morte, porém acabou por retornar aos Estados Unidos em 1972, quando foi homenageado no Oscar daquele ano por toda a sua carreira tendo literalmente sido ovacionado pela plateia por minutos e mais minutos de aplausos. Além da polêmica relacionada a esta obra, toda a vida de Chaplin é envolta em uma série de questões envolvendo seus relacionamentos amorosos e diversos casos com mulheres, com acusações relacionadas inclusive a pedofilia. Charles Spencer Chaplin pode ser visto por outro ótica, mas o seu brilhantismo na história do cinema não poderá ser apagado.


Mas voltemos ao tema que acabou por motivar este breve artigo: o discurso final de O Grande Ditador.


Mesmo de forma muito mais sútil a crítica social sempre esteve presente em toda a filmografia de Chaplin desde o início da sua obra. Como dito acima quando descrevemos a sua breve biografia a vida de Charles foi marcada por privações, abandono e morte desde a infância o que acabou por ser incorporado no seu trabalho. A ironia, o sarcasmo, a felicidade, a empatia e o amor ao próximo estiveram sempre por trás da leveza de seu Vagabundo, que continha em si todos os aspectos das mais afetadas classes sociais de sua época. Um homem pobre, oprimido, tentando sobreviver de diversas maneiras utilizando a simplicidade, inteligência, para conquistar não apenas a sua subsistência mas o carinho daqueles que os cercavam dentro e fora das telas. O Vagabundo era a continuidade de Chaplin fora das telas e da sociedade que o cercava e dos acontecimentos históricos: revolução industrial, crescimento do capitalismo , luta de classes, crescimento das cidades, empobrecimento das massas, dentre tantos outros pontos. Mas nenhum desses pontos era explicito e audacioso o suficiente como a sua mais do que descarada crítica a Adolf Hitler, Mussolini e aos regimes autoritaristas como em O Grande Ditador. Apesar de podermos usar a clássica análise do discurso desde o começo para entendermos as entrelinhas pelas quais a trama se inicia com o herói salvando o seu inimigo, vemos na tela uma “agressão” direta ao regime que se apresentava. Mas nenhuma agressão e tão direta quanto o discurso final que encerra o filme no qual o barbeiro no lugar do ditador prega que as multidões então emudecidas e oprimidas tomem o seu lugar e façam uma nova realidade possível.


“Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, o gentio... negros... brancos.
Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloquente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.
Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos!
Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou grupo de homens, ms dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de faze-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.
É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos!
Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!”


Chaplin se vira totalmente contra aos objetos de sua crítica, se colocando mais próximo a Gandhi e a política de não violência do que as belicistas figuras satirizadas no filme. Ele coloca que não é necessário a violência para resistir e lutar, a união, o pode de construir derrubam exércitos e ditadores sem que para isso armas sejam empunhadas, sem uma gota de sangue derramada, a maior força do discurso final no entanto, está na capacidade de duvidar de mitos e soluções mágicas aos problemas da humanidade ao expor os ditadores e ditos heróis representados por Hynkel e Napaloni (ditador da também fictícia Bactéria, inspirado em Mussolini) através da comédia, o poder é retomado ao povo e o colocando contra as paixões políticas cegas e o culto à personalidade dos líderes.

E talvez estes dois últimos pontos sejam o que acabaram por fazer que o barbeiro, Hynkel e Chaplin cruzassem o destino do U2, Mr Macphisto e o mundo que finaliza mais uma década do século XXI.


A ideia de usar o discurso de O Grande Ditador para abertura de um grande show não pode ser dada integralmente e primeiramente ao U2: desde a turnê A Head Full of Dreams de 2016 o áudio do discurso final de Chaplin anuncia a chegada do Coldplay ao palco, porém os ingleses não souberam amarrar todas as pontas ou tornar ele algo próprio, como o U2 fez na sua última turnê: eXPERIENCE + iNNOCENCE Tour que passou pelos Estados Unidos e Europa com 60 shows em 2018.


A união U2, Bono, Chaplin e O Grande Ditador começa muito antes, em 1994, em um fato que pode não ter influenciado em nada o que aconteceu depois mas não pode deixar de ser considerado como o “ano zero”. Em setembro deste ano Bono pagou cerca de 35.000 libras por um dos uniformes usados pelo ator no filme e que imitava os trajes usados por Hitler para comandar o seu sanguinário regime, e talvez esta roupa que hoje em dia se encontra provavelmente em uma vitrine da sua mansão em Dublin tenha ajudado o U2 a se inspirar para criar o vídeo de abertura em questão, mas porém não pode ser visto como a única centelha a colocar esta ideia em prática e milhares de pixels.


Chaplin e o seu discurso ao anunciarem a chegada do U2 no palco se misturam a imagens que mostram um resumo do que aconteceu no mundo, principalmente com destaque para Europa nos últimos anos. Se o último grande conflito armado realmente foi a Segunda Guerra Mundial, os últimos 70 anos passaram bem longe de um período de paz. Disputas territoriais, crises políticas, refugiados, crises econômicas, ataques terroristas, o mundo foi e vem sendo sacudidos por diversos acontecimentos que acabaram por trazer consequências.


Desde a explosão da crise financeira no final da primeira década do século XXI, a Europa se viu assolada pela volta de uma vocação que parece estar no seu sangue desde a sua juventude: os protetos populares. Seguindo o rastro da crise iniciada nas então economias consideradas emergentes: Islândia, Portugal, Espanha e Grécia, acabaram por espalhar as suas bandeiras globalmente com movimentos como o Occupy Wall Street que tomou forma nas ruas dos Estados Unidos no mesmo período. Com cunho essencialmente social, os movimentos questionavam inicialmente a postura das nações em relação as políticas de austeridade, porém depois passaram a reivindicar outros pontos, indo desde a crise dos refugiados até melhorias nas questões mais básicas do dia-a-dia como preço de combustíveis e transporte público. Um dos exemplos mais representativos destes movimentos são os coletes amarelos que reúnem de aposentados a pequenos empresários, passando por artesões, autônomos dentre outros e que a mais de um ano vem sacudindo Paris.

O descontentamento acabou por trazer de volta também uma grande sombra: a volta da extrema direita e do nacionalismo. Polônia, França, Alemanha e Reino Unido são exemplos recentes de como a onda da extrema direita voltou a crescer nos últimos anos, a exemplo do que podemos observar também nos Estados Unidos com a eleição de Donald Trump e aqui na nossa terra brasilis com a ascensão meteórica e eleição de Jair Messias Bolsonaro à presidência da republica. Nas disputas eleitorais em todos esses países vemos pontos em comum: a falta da discussão de assuntos que tratam do bem-estar da população como saúde e educação com holofotes voltados para assuntos polêmicos como a migração, o combate a violência, o uso de verbas públicas e as integrações dos blocos econômicos e a sua efetividade. O Reino Unido ainda tenta lidar com o Brexit, a candidata de extrema direita Marine Le Pen terminou a eleição francesa em segundo lugar, Polônia viu o partido populista Lei e Justiça ocupar 39% das cadeiras do Parlamento. A Alemanha assistiu pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial, um partido de extrema direita ter representantes no parlamento; a AfD recebeu na eleição ocorrida em setembro de 2018, 12,6% dos votos, tornando-se a terceira força do parlamento. No Brasil temos Bolsonaro e a sua guerra ao fantasma do Comunismo e nos Estados Unidos Trump com a América grande novamente.


Mas não foi só a extrema direita que voltou.


Mr. MacPhisto na versão 2.0.

Mr. MacPhisto, o demônio do capitalismo também foi trazido de volta pelo U2, e como um antagonista ao Chaplin que convoca o povo para a luta nos inícios das apresentações, é ele o comandante dos que chegam ao poder. Saído das páginas de Goethe e misturado a tudo o que o capitalismo e a confusão do início dos anos 90 trazia, MacPhisto parecia ter ficado no passado, apenas com uns relances de sua glamourosa existência em lampejos, mas nosso grande, velho e brilhante amigo estava de volta m pouco mais discreto, afinal parece que até os demônios podem sentir o peso da idade, mas com a língua afiadíssima para nos lembrar que na era que trouxe Trump e tantos outros ao poder, a volta das ameaças a democracia e tantas outras coisas que pareciam estar há anos-luz de distância, ele estava mais vivo do que nunca.


Just when you don’t believe I exist, that’s when I do my best work….

Quando você acredita que eu não existo, é quando eu faço meu melhor trabalho… Sim, MacPhisto está de volta, fazendo o seu “melhor trabalho”, exatamente com tudo o que vem tomando força e que já foi citado acima.


Não é apenas música, não é apenas atuação, não é apenas uma cartola ou um chapéu. A arte está ali imitando a vida, denunciando e ajudando a construí-la. E apenas a genialidade de alguns pode costurar tudo tão bem como Chaplin fez e como o U2, mesmo com a irritação de muitos, tem feito. As entrelinhas podem sempre dizer muito, bem como o sorriso de um diabo ou a pureza de um vagabundo.


Para ser lido ao som de:




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